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ADAPTAÇÃO AO TREINO

Atualizado: 7 de fev. de 2022


O cavalo nasce com uma composição fibrilar determinada que herdou dos seus progenitores e varia consoante a raça, sexo e idade.
O treino pode provocar transformações importantes entre distintos tipos de fibras.

Em geral, os efeitos do treino sobre o músculo dependem da sua natureza, intensidade e duração dos exercícios realizados.

  • A primeira adaptação do músculo ao treino aeróbio é o incremento da capacidade oxidativa e do abastecimento capilar (Esta adaptação vai ocorrendo ao longo de vários meses).

Frequentemente, produz-se um aumento da resistência, devido à transformação estrutural das fibras tipo IIb em tipo IIa.

O exercício anaeróbio, do tipo sprints ou treino de força, causa geralmente uma hipertrofia fibrilar, que se traduz num ganho de força muscular, e que se pode observar pelo aumento do volume das massas musculares.

FADIGA MUSCULAR

(2 mecanismos que causam a fadiga muscular)


Exercícios de elevada intensidade:

  • Acumulação de Lactato.

Exercícios de resistência:

  • Depleção do glicogénio, desidratação e hipertermia.

Acumulação de Lactato

  • Durante o exercício de alta intensidade, o lactato acumula-se nas fibras musculares, diminuindo o seu pH;

  • A acidez altera a atividade enzimática das enzimas do ciclo de Krebs, e por isso reduz-se a taxa de produção de energia;

  • A acidez também inibe a libertação de Ca2+.do RSP;

  • Isto leva a que, a partir de um nível crítico, a fibra deixe de poder contrair-se, o que leva a uma diminuição da força muscular produzida – diminuição da velocidade;

  • A eliminação do lactato demora cerca de 3 horas, com o cavalo em repouso;

  • No entanto, com um exercício moderado, algum deste lactato é utilizado como substrato energético no metabolismo aeróbio, sendo portanto mais rápida a sua eliminação (passo e trote, 30 min. – Marlin et al., 1987);

  • O treino adequado (maximização do consumo máximo de oxigénio – VO2 máx.) faz com que o “patamar anaeróbio” seja alcançado a velocidades superiores – benéfico para a performance;

  • O treino nas velocidades adequadas também permite aumentar a capacidade tampão da fibra muscular – controla a descida do pH, retardando os efeitos da fadiga.

Depleção do glicogénio


Nos exercícios de longa duração e baixa intensidade a fadiga deve-se a:
  • Esgotamento das reservas de glicogénio;

  • Hipertermia;

  • Desidratação;

ATENÇÃO! Um cavalo nestas condições não diminui necessariamente o esforço! Pode morrer durante a prova ou na recuperação (Síndrome do cavalo exausto); por este motivo, os controlos veterinários nas provas de resistência são tão rigorosos!

Após o esgotamento das reservas de glicogénio, o cavalo demora pelo menos 2 dias completos a repor novamente as reservas.



O treino e preparação para as provas de resistência tem assim como objetivos:

  • Promover a boa vascularização sanguínea;

  • Melhora os mecanismos de dissipação de calor;

  • Potencia a chegada de O2 à fibra muscular;

  • Promover a poupança das reservas de glicogénio;

  • Melhora a utilização dos lípidos como substrato energéticos, atrasando o esgotamento das reservas, e logo, a exaustão;

  • Promover a reserva hídrica dos compartimentos gastrointestinais (GI);

  • A presença de fibra alimentar no tracto GI funciona como reserva de água, o que aumenta a resistência à desidratação.



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